
“Se olharem com atenção, funciona como uma bicicleta onde o trabalho realizado pelo homem é substituído pelo do vento” disse William Kamkamba do Malawi, Africa após ter construído o seu aparelho de revolução.
Denomina de revolução porque gira em torno de um eixo, mas principalmente porque alterou de forma radical o modo como ele e muitos à sua volta passaram a viver desde então.
William abandonou a escola em 2002 por não ter dinheiro para as propinas. No entanto manteve o seu interesse pela ciência, dedicando-se à leitura de vários livros dos quais destaca “Using Energy” e “How it Works”.
Utilizando os livros como referência e algum dinheiro para materiais que conseguiu angariar, ele conseguiu num processo de tentativa erro, construir um moinho de vento (aerogerador) capaz de gerar energia eléctrica suficiente para iluminar o seu quarto. Na sequência deste sucesso decidiu construir um ainda maior, do qual os seus pais também pudessem beneficiar. Com um custo total de aproximadamente $15, o mecanismo está assente num tripé de troncos de madeira de 5 metros de altura. Construído com materiais encontrados na região, como rolamentos, dínamo de bicicleta, correia de transmissão e um esquadro de bicicleta.
Ao contrário da maioria dos moinhos de vento onde as hélices giram em torno de um eixo com uma ligação directa ás turbinas, William adicionou roldanas para aumentar a velocidade de rotação, gerando com isso mais energia. Um sistema de três roldanas ligadas a uma roda de bicicleta que ao girar acciona um dínamo que gera electricidade. A corrente gerada é transferida para a sua casa que desempenha o papel de sub-estação.
Durante o dia carrega baterias de automóvel de 12v de modo a poder usufruir da electricidade mais tarde, no caso de o vento não soprar quando necessita de energia. Diz ainda que também permite que outros carreguem as suas baterias, podendo assim “ouvir rádio durante duas semanas seguidas sem terem que recarregar”.
Agora os seus pais já se tornaram dependentes da electricidade do seu moinho de vento, possuem 4 lâmpadas instaladas em casa e 2 rádios. Já se esqueceram do preço da parafina que costumavam usar para iluminar a casa, para não falar do sofrimento das longas caminhadas até ao mercado local para a comprar. Outra consequência da queima da parafina de que realçam não ter saudades é o fumo tóxico que lhes enublavam a casa.
Ao contrário de muitos de nós, não foram a falta de condições, como dinheiro ou educação que impediram William de criar um verdadeiro instrumento de mudança na sua vida e na de alguns daqueles que lhe são próximos. Se tivermos em conta que vivemos todos no mesmo planeta, atitudes como esta, na sua pequena escala, melhoram a qualidade de vida de todos nós. Apenas lamentamos que estes exemplos sejam a excepção que confirma a regra.
Denomina de revolução porque gira em torno de um eixo, mas principalmente porque alterou de forma radical o modo como ele e muitos à sua volta passaram a viver desde então.
William abandonou a escola em 2002 por não ter dinheiro para as propinas. No entanto manteve o seu interesse pela ciência, dedicando-se à leitura de vários livros dos quais destaca “Using Energy” e “How it Works”.
Utilizando os livros como referência e algum dinheiro para materiais que conseguiu angariar, ele conseguiu num processo de tentativa erro, construir um moinho de vento (aerogerador) capaz de gerar energia eléctrica suficiente para iluminar o seu quarto. Na sequência deste sucesso decidiu construir um ainda maior, do qual os seus pais também pudessem beneficiar. Com um custo total de aproximadamente $15, o mecanismo está assente num tripé de troncos de madeira de 5 metros de altura. Construído com materiais encontrados na região, como rolamentos, dínamo de bicicleta, correia de transmissão e um esquadro de bicicleta.
Ao contrário da maioria dos moinhos de vento onde as hélices giram em torno de um eixo com uma ligação directa ás turbinas, William adicionou roldanas para aumentar a velocidade de rotação, gerando com isso mais energia. Um sistema de três roldanas ligadas a uma roda de bicicleta que ao girar acciona um dínamo que gera electricidade. A corrente gerada é transferida para a sua casa que desempenha o papel de sub-estação.
Durante o dia carrega baterias de automóvel de 12v de modo a poder usufruir da electricidade mais tarde, no caso de o vento não soprar quando necessita de energia. Diz ainda que também permite que outros carreguem as suas baterias, podendo assim “ouvir rádio durante duas semanas seguidas sem terem que recarregar”.
Agora os seus pais já se tornaram dependentes da electricidade do seu moinho de vento, possuem 4 lâmpadas instaladas em casa e 2 rádios. Já se esqueceram do preço da parafina que costumavam usar para iluminar a casa, para não falar do sofrimento das longas caminhadas até ao mercado local para a comprar. Outra consequência da queima da parafina de que realçam não ter saudades é o fumo tóxico que lhes enublavam a casa.
Ao contrário de muitos de nós, não foram a falta de condições, como dinheiro ou educação que impediram William de criar um verdadeiro instrumento de mudança na sua vida e na de alguns daqueles que lhe são próximos. Se tivermos em conta que vivemos todos no mesmo planeta, atitudes como esta, na sua pequena escala, melhoram a qualidade de vida de todos nós. Apenas lamentamos que estes exemplos sejam a excepção que confirma a regra.

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